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set 23

A Turma do Charlie Brown

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O pai de Charlie Brown também é Charlie, Charles M. Schulz (1922 – 2000). E ele confessava: “Acho que sou cem por cento Charlie Brown. Milhões de pessoas lêem as coisas tolas que eu fiz quando era garoto”.

Sparky (seu apelido em criança) nasceu em Minneapolis, Minnesota, em 1922. Filho de um barbeiro (como Charlie Brown) lia “montes de histórias em quadrinhos, o dia inteiro”. Na escola só se orgulhava mesmo dos seus desenhos, orgulho que não era compartilhado pelo professor de Desenho. Nos esportes também era a encarnação do fracasso e lembra “com dor no coração” o dia em que seu time de beisebol perdeu por 40 a O.

Trapalhão, tímido, bem intencionado e mal sucedido, Charlie Schulz foi Charlie Brown. Seu sonho era ser desenhista. Se possível, de histórias em quadrinhos. Estava fazendo um curso de arte por correspondência quando foi chamado para o serviço militar, pra guerra. Voltou em 1946, sargento.

Aí ele conseguiu emprego numa equipe de desenhistas de quadrinhos e “para pagar as contas” começou a dar aulas numa escola popular de arte. Foi lá que uma de suas alunas, Joyce Halverson, fez com que ele desse a ela um anel de noivado: Um ano depois estavam casados. Um ano depois de casados ele vendeu sua primeira charge para o Saturday Evening Post, e começou também a publicar os seus primeiros quadrinhos no St. Panl Pionner Press (realmente um pioneiro) uma vez por semana. Já eram as aventuras de Charlie Brown e seus amigos.

Só que a estória não se chamava Peanuts (Minduim, isto é, a turma do amendoim): chamava-se Li’1 Folks (Amiguinhos). No dia em que pediu aumento Charlie Brown foi demitido. Aliás, Charlie Schulz.

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Em 1950 o United Feature Syndicate comprou a tira e mudou o nome, sob o mais absoluto protesto do autor. Mas aí começou o sucesso.

As aventuras e desventuras de Charlie Brown passaram a sair em oito jornais, todos os dias. Schulz ganhou 90 dólares no primeiro mês, 500 no segundo, mil no terceiro e hoje só os quadrinhos rendem mais de 300 mil dólares por ano, a seus descendentes.

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E isso é o que menos rende porque os posters, as camisas, os relógios, os bonecos, os travesseiros e almofadas, os baralhos, os calendários, os colares, as pulseiras, os móbiles, os produtos licenciados para usar personagens dos Peanuts rendem mais de três milhões de dólares.

Charlie Brown, Linus, Lucy, Snoopy, Schroeder, são os principais personagens dos Peanuts e de uma das mais bem sucedidas aventuras editoriais do nosso tempo.

O império de Charles M. Schulz inclui 1340 jornais e revistas do mundo inteiro, em 19 línguas. Com um total de 60 milhões de leitores.

A coisa acabou – como era de se esperar – no consumo maciço. Os personagens de Peanuts viraram mercadorias e o produto nacional bruto do mundo de Charlie Brown & Co. chegam aos 150 milhões de dólares anuais, abrangendo desde inúmeros milhares de Snoopys de borracha inflável, pulôveres e bonés de beisebol Charlie Brown, bonecas Lucy. prendedores de gravatas Woodstock. A tal ponto que fãs de Schulz já se reuniram, em algumas grandes cidades, para protestar contra o excesso de comercialização dos personagens.

Peanuts não foi imediatamente um sucesso espantoso. Precisou um pouco de tempo antes de pegar, quase cinco anos. Vendo as primeiras tiras, nota-se a diferença: Charlie Brown, no começo, não era o perdedor de hoje. Tinha uma personalidade muito mais parecida com a de Linus. Desenvolto e com uma certa fanfarronice. Os outros personagens eram, no começo, Patty, Shermy e Snoopy. Patty e Shermy eram “muletas”, pois o único herói era Charlie Brown.

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Quando Lucy chegou, no segundo ano, não era importante. Chegou como uma menina esperta, um pouco baseada em nossa primeira filha. Dizia muitas coisas impertinentes e engraçadas. Mas aos poucos Charlie Brown se tomou mais complexado. Snoopy começou a se tornar um cão-não-cão. Lucy a desenvolver sempre mais a sua forte personalidade, o cobertor de Linus começou a se tomar uma obsessão, Snoopy foi para o telhado da sua casinha e chegaram Schroeder e Beethoven.

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Na Turma do Amendoim o herói (ou anti-herói) é Charlie Brown. Ele não é, absolutamente, um menino como os outros. Pra começo de conversa ele é sempre Charlie Brown, por extenso, e imagino que seja chamado assim para que não haja a menor possibilidade de confundi-lo com um Charlie qualquer.

A aparência é inconfundível: Charlie Brown é aquele menino de cabeça redonda, o que está sempre com a mesma camisa com a barra em ziguezague. Todos exploram o pobre Charlie Brown e se divertem fazendo-o de bobo, mas Charlie Brown não é um bobalhão. Charlie Brown é um ser humano normal, generoso, amorável, simpático e errado.

Errado? Erradíssimo. Charlie Brown é o que se pode chamar um fracasso completo: jamais conseguiu empinar um papagaio, perde sempre no jogo de damas, nunca comemorou a vitória do seu time de beisebol (do qual ele é o técnico, o capitão e o principal jogador).

Charlie Brown vive querendo agradar e sua preocupação permanente é tomar-se um garoto popular na sua turma. Mas vive deprimido, infeliz, tem pena de si próprio porque sabe que a tarefa é impossível e que ele vai fracassar mais uma vez, como fracassa em tudo.

Ainda por cima, acredita na bondade das pessoas e está sempre sendo surpreendido pela maldade da vida. Mesmo o seu cão não acredita muito na sua capacidade de sobreviver e só não o defende mais porque, como diz, “detesta que façam de mim uma idéia paternalista”.

Na verdade foi Charlie Brown o primeiro a brincar com a Nona Sinfonia, pois para Schulz era divertida a idéia de um menino tocando todas aquelas notas complicadas. E para prosseguir com esse conceito, veio o piano de brinquedo e Schroeder que era pequeno, cresceu rapidamente.lucy_van_pelt

Lucy é uma menina mandona, para começo de conversa. Muito antes das mulheres estarem interessadas nos movimentos de libertação feminina ela já estava em plena campanha para tomar o lugar de técnico do time de beisebol. E se recusava a vestir calças compridas para não ficar “com a ridícula aparência de um menino”. Egoísta, pretensiosa, fofoqueira, dominadora, vã, traiçoeira, e até tão egocêntrica que não pode entender que alguém não goste dela.

Ela adora atormentar Charlie Brown. A quem persegue com sarcasmos, observações ferinas. Ridicularizando-o sempre que pode. A única pessoa a quem Lucy não agride é o Schroeder. Schroeder é a paixão da sua vida, enquanto a paixão da vida de Schroeder é a Arte, especialmente a Música, particularmente Beethoven. Schroeder já nasceu pianista e a sua capacidade musical está anos e anos à frente do seu desenvolvimento físico. Schroeder só pensa em música e passa os dias executando Beethoven num piano de brinquedo, com um talento e um virtuosismo notáveis.schroeder_piano

Schroeder é capaz de esquecer o dia do próprio aniversário, mas não admite que esqueçam o aniversário de Beethoven. Ele gosta de tocar só para quem entende: Linus e Snoopy, mas sua maior

fã é mesmo Lucy. Que, para seu desgosto, é incapaz de reconhecer a Sonata em Fá Menor. (Aliás, Schroeder usa o primeiro compasso da Sonata para assobiar pelo Snoopy).

Schroeder, ao contrário, encontra a paz na religião estética: sentado ao seu pianinho de araque, de onde tira melodias e acordes de complexidade transcendental, afundado em sua total admiração por Beethoven, salva-se das neuroses cotidianas, sublimando-as numa alta forma de loucura artística. Nem mesmo a amorosa e constante admiração de Lucy consegue comovê-lo (Lucy não gosta da música, atividade pouco rendosa, cuja razão não compreende, mas admira em Schroeder um vértice inatingível, e prossegue sua obra de sedução, sem nem mesmo arranhar as defesas do artista): Schroeder escolheu a paz dos sentidos no delírio da imaginação.linus

E Linus? Linus é tão inseguro que vive chupando o dedão. Fetichista: agarra-se ao seu cobertor como um náufrago ao salva-vidas. Um cobertor que acaba imundo, mas que ele não larga, e jamais abandonará. Um dia as meninas resolveram agarrá-lo, tomar o cobertor e lavá-lo. Linus ficou em estado de choque até que devolveram o cobertor. E mesmo depois disto continuou cabisbaixo, macambúzio, na fossa. E quando Lucy disse a ele que aquilo era uma atitude infantil, ele retrucou: “É? Como é que você se sentiria se tivessem feito uma lavagem cerebral no seu melhor amigo?”.

Linus é emotivamente retardado, mas intelectualmente precoce, fiel admirador de sua professora Miss Othmar. Seu principal problema é o principal problema de quase todo o mundo hoje em dia: segurança. E ele tem consciência de que a segurança é cada vez mais difícil. Resultado: as únicas coisas que o defendem de precipitar-se no caos psíquico são o seu dedão e aquele maravilhoso cobertor, que não o impedem de ser um intelectual, o filósofo da turma.

Onerado de todas as neuroses, e a instabilidade emotiva seria a sua condição perpétua, se, com a neurose, a sociedade em que vive não lhe tivesse oferecido também os remédios: Linus carrega aos ombros Freud. Individuou, no seu cobertorzinho da primeira infância o símbolo de uma paz uterina e de uma felicidade puramente oral. De dedo na boca, e cobertor encostado a uma das faces (possivelmente de televisor ligado, diante do qual fica empoleirado como um índio, mas, no extremo, nada, um isolamento de tipo oriental, apegado aos próprios símbolos de proteção). Linus encontra o seu “sentimento de segurança”.

Enquanto Minduim não consegue construir um “papagaio” que não se precipite entre os ramos de uma árvore, Linus revela, de repente, em certos momentos, habilidades de ficção científica e vertiginosas maestrias: constrói jogos de alucinante equilíbrio, atinge no vôo uma moeda de um quarto de dólar com a ponta do cobertor que estala como um chicote.

Escolhido como o símbolo dos analistas americanos, Linus acabou introduzindo um novo gesto os leitores: assim como o polegar para cima é sinal de satisfação e concordância, o polegar na boca significa, dependendo da situação, “você está por fora!” ou “eu estou na minha!!!”.

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Também Pig Pen (Chiqueirinho) teria uma inferioridade de que se queixar: é irremediavelmente, assombrosamente porco. Sai de casa lindo e penteado, e depois de um segundo, os cordões do sapato se desamarram, as calças caem-lhe sobre os quadris, os cabelos se enxovalham de caspa, a pele e a roupa ficam cobertas de uma camada, de lodo. . . Consciente desta sua vocação para o abismo, Pig Pen faz da sua situação um elemento de glória: “Sobre mim se adensa a poeira dos séculos inumeráveis…”,”Iniciei um processo irreversível: quem sou eu para alterar o curso da história?” – não é uma personagem de Becket, naturalmente, é Pig Pen falando, o microcosmo de Schulz atinge as extremas ramificações da escolha existencial.

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Snoopy leva até à última fronteira metafísica as neuroses decorrentes de uma frustrada adaptação. Snoopy sabe o que é um cão; ontem era um cão; hoje é um cão; amanhã talvez ainda seja um cão; para ele, na dialética otimista da sociedade, que consente saltos de um para outro status, não há nenhuma esperança de promoção.

Mas, de hábito, não se aceita a si mesmo, e procura ser o que não é; personalidade dissociada como nunca se viu igual, gostaria de ser um crocodilo, um canguru, um abutre, um pingüim, uma serpente. Tenta todos os caminhos da mistificação, para depois render-se à realidade, por preguiça, fome, sono, timidez, claustrofobia (quando se embrenha em capim alto).

Snoopy tem suas manias também, como dormir em cima da casa “pra ver quando eles começarem a descer.” Eles? Os discos voadores. Snoopy acredita que haja vida inteligente em outros planetas. Ou, pelo menos, vida semi-inteligente. Por vida inteligente ele entende a sua, é claro!

Bailarino, o melhor batedor do time de beisebol, Snoopy já viu Cidadão Kane 25 vezes e é – digamos assim – um ser realizado. Ou quase, porque toda a vez que está voando para a França no seu Sopwith Camel, é derrubado pelo Barão Vermelho, a quem jurou pegar um dia.

Snoopy tem em seu canil uma mesa de bilhar e um Van Gogh (legítimo), e as mesmas neuroses que qualquer outro ser humano: preocupa-se com o nível do colesterol, tem medo de aranhas, não fuma para não ter câncer, sente claustrofobia e não dispensa um bom banho de sol.

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Com cabelos cobrindo desalinhados cobrindo os olhos, uma tradicional camisa listrada e um inconfundível par de sandálias, Patti Pimentinha consegue, às vezes, ser mais desagradável do que Lucy com o seu realismo intransigente. Ela não entende como é que “certas crianças escondem-se num país de faz de conta e fantasia” e faz muita questão de cortar imediatamente qualquer vôo de imaginação. Seja quem for que ameace decolar ela abate imediatamente, inclusive o pobre Snoopy.

Nos esportes, ela consegue ser o que Charlie Brown não é: uma vencedora, mas essa vitória cai por terra quando o assunto é a escola. Incapaz de se manter acordada durante as aulas e dona das respostas certas para as questões erradas, gerando um trauma escolar que perde apenas pelo o do tamanho do seu nariz.

Patti secretamente gosta de Charlie Brown, mas nunca admite isso, nem para si. Pois como uma vencedora pode gostar de um garoto tão fracassado quanto ele?

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Marcie é a única menina da turma que não maltrata Charlie Brown. Estudiosa, totalmente avessa a qualquer tipo de esporte, ela representa o oposto de Patti, a qual trata sempre por “sir” (ou “meu”,

como na tradução dos desenhos aqui no Brasil). Quando estão juntas, formam com perfeição uma representação do yin-yang, e talvez por isso as duas sejam tão unidas. O que faz com que Patti seja vítima das bizarras incursões de Marcie no mundo do corte-costura.

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Sally é a irmãzinha de Charlie Brown, ela começou nas tirinhas, como um bebê e foi crescendo aos poucos, e como todos os personagens, Sally também teve sua cota de traumas, como o pânico de ter de entrar para o jardim de infância. Sua mente criativa perde apenas para a do Snoopy, com direito a tacadas filosóficas que beiram o puro non-sense.

Precocemente ela elegeu Linus como seu amado e cavaleiro andante (sem armadura, porém de cobertor), apesar dos veementes protestos de Linus. A melhor amiga de Sally é a escola, digo, o prédio da escola, com o qual ela compartilha a sua visão do mundo e da sociedade; e se alguém ousar chamar a Sally de maluca, corre o risco de levar uma tijolada na cabeça, pois no mundo dos Peanuts, as escolas são vingativas.

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Talvez o personagem mais inseguro que Charlie Brown seja o passarinho Woosdstock. Melhor amigo de Snoopy, ao qual trata como confidente e muitas vezes fazendo-o de figura paterna. Durante anos (no nosso conceito de tempo) Woodstock foi um pássaro pedestre: tinha medo de voar. E desde que aprendeu (perdeu o medo) a voar, jamais foi capaz de voar em linha reta, traçando no ar um zigue-zague como se carregasse algo muito pesado.

Um dos maiores traumas desse simpático pássaro amarelo, é a ausência de sua mãe. Inconformado com a lei da natureza que separa os pais dos filhotes quando estes alcançam certa idade, mergulha em tristeza e depressão no dia das Mães, por sentir-se abandonado e sozinho no mundo.

Mas o número de personagens é bem mais extenso, portanto ficamos apenas com os principais.

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No Brasil, as primeiras histórias da Turma do Charlie Brown sairam na revista O Capitão Z da EBAL,  e em seguida na revista Pingo de Gente – Ed. O Cruzeiro, cuja adaptação e projeto gráfico eram feitos pelo cartunista Ziraldo, que nos brindou com pérolas nas traduções: Charlie Brown virou João Barbosa (uma homenagem ao letrista da revista Pererê), Linus virou Lino, Snoopy ganhou a tradução literal de Xerêta, e  Schroeder virou Essenfelder. Pingo de Gente teve vida curta e foram os únicos títulos brasileiros que publicaram o material da Tip Top com histórias de uma ou oito páginas da turma do Minduim e não em tiras.

Poucos anos depois a editora Artenova publicou uma série de 48 livrinhos de bolso da turma do Minduim, dessa vez o editor/tradutor Luiz Lobo teve mais tato na escolha dos nomes, além de escrever excelentes resenhas nos primeiros números. O sucesso dos livrinhos gerou uma revista em formatinho do Snoopy e dois álbuns especiais: “Snoopy, volte para casa!” e “Charlie Brown, você é nosso herói!”.

Em seguida ainda acompanhamos as tiras dos Peanuts nas páginas das revistas Grilo e Patota. Depois vieram as editoras Cedibra, Record e Conrad, com álbuns a cores, livrinhos de bolso e edições especiais em formato “tira”.

Atualmente a editora L&PM está publicando todas as tiras do Charlie Brown e cia em ordem cronológica em edições capa dura e muito bem traduzidas.

As animações da Turma do Charlie Brown foram exibidas com sucesso na tv brasileira nos anos 80, isso após a passagem dos longas no cinema.

Podemos resumir o mundo dos Peanuts como um microcosmo, uma monstruosa redução infantil de todas as neuroses de um moderno cidadão da civilização industria, nessa historinha cheia de personagens cujas fraquezas, angústias e frustrações fazem uma comédia humana que chega aos limites do desespero, o nosso desespero. De repente, nessa enciclopédia das fraquezas contemporâneas, surgem, como dissemos, clareiras luminosas, variações descompromissadas, alegros e rondós onde tudo se apazigua: em poucas tiradas ágeis e desenvoltas, os monstros voltam a ser crianças, e Schulz toma-se um poeta da infância.

Sabemos que não é verdade, e, contudo, fazemos de conta que acreditamos. Na tira seguinte, Schulz continua a mostrar-nos, no rosto de Minduim, com dois traços rápidos de lápis, a sua versão da condição humana.

Como diz um amigo, essa história é uma verdadeira análise de grupo e engraçado é que, volta e meia, quando me olho no espelho eu vejo Charlie Brown, quando não me vejo Lucy, Linus, Snoopy.
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Consulta bibliográfica:
– Puxa vida, Charlie Brown! – Ed. Artenova
– Grilo #25 – Arte & Comunicação Ltda.

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